Wellington Silva injeta ânimo ao Fluminense e assegura triunfo no Clássico Vovô

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A intensidade com a qual Wellington Silva extravasou sua emoção ao decretar a vitória por 2 a 0 do Fluminense sobre o Botafogo, foi emblemática no Clássico Vovô de São Januário. Mais do que demonstrar sua reação diante das críticas que sofreu por seu desempenho oscilante, o camisa 17 refletiu a injeção de ânimo que o Tricolor das Laranjeiras precisava quando se desequilibrava em campo.

Lançado no lugar de Lucca, Wellington Silva abriu uma nova brecha em jogadas pelos lados e mostrou dedicação no jogo diante do Alvinegro. Após um período sem tocar na bola, no qual o adversário chegou a ensaiar uma pressão, o camisa 17 foi perspicaz para aproveitar o passe de Martinelli, se desvencilhar de Cavalieri e só ser parado com falta dentro da área.

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O bom rendimento chamou a atenção do técnico Marcão, que trouxe como contraponto o desempenho do atacante no 3 a 3 com o Coritiba.

– O Wellington sofreu no jogo passado. Teve a oportunidade de fazer gol, o da virada lá. Mas aí surgiu essa situação de outra oportunidade. Ele é um menino que vale ouro, é apaixonado pelo clube. É criado aqui, sofre como nós. Quando a situação não vai muito bem, ele rasga a pele – declarou.

Em seguida, o comandante tricolor destacou o pênalti convertido.

– Sofreu muito com a gente e, hoje, teve a oportunidade de dar a volta por cima no momento em que precisamos dele. E finalizou a partida. Teve esse desabafo emocionante e apaixonado pelo nosso torcedor. É um menino grandioso que merece todo o nosso respeito – afirmou.

Com 24 minutos em campo, Wellington Silva acertou 67% dos passes (de acordo com o Sofa Score Brazil), foi superior no jogo aéreo e deu mobilidade em um jogo no qual o Tricolor das Laranjeiras sofreu para se desvencilhar da marcação. O atacante, que está na mira do Gamba Osaka (JAP), surgiu como um alento em uma noite na qual a equipe esteve longe de mostrar todo o potencial de sua força ofensiva.

Marcão também exaltou a mescla entre a experiência de Nenê e a juventude de John Kennedy, aliadas à maneira como Lucca traz investidas com movimentação. Contudo, a possibilidade de dilatar a vantagem ficou para outra vez.

– A gente deixa bem claro que quer dar show, mas vai ter momentos que vamos jogar seguros. Hoje a gente foi efetivo lá na frente, conseguiu fazer 1 a 0, 2 a 0, embora não tenha sido o show que todos querem ver – frisou.

Wellington Silva foi um sinal de que, por mais que não apresente espetáculos, o Fluminense tem condições de apresentar mais qualidade em campo nesta reta final de Brasileirão.

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