Abel deixa a empolgação para a torcida. “Semifinal não acabou”

Abel Ferreira fez de Gabriel Menino o grande jogador contra o River. Semifinal marcante

Abel Ferreira fez de Gabriel Menino o grande jogador contra o River. Semifinal marcante
Cesar Greco/Palmeiras

São Paulo, Brasil

A grande maioria dos treinadores que trabalham no Brasil cairia fácil na tentação.

A oportunidade seria espetacular.

O Palmeiras goleou o River Plate, em plena Argentina, pelo primeiro jogo dos dois que decidirão a semifinal da Libertadores.

3 a 0.

E foi pouco. 

O segundo jogo será na próxima terça-feira, no Allianz Parque.

Travar o tradicional adversário e estar a um passo da decisão da Libertadores no Maracanã foi uma façanha.

Estar na final da Copa do Brasil.

Ocupar a sexta colocação do Brasileiro, com cinco pontos de diferença do segundo colocado, com uma partida a menos.

Tudo isso em dois meses de trabalho.

Elogiar o próprio trabalho seria o mais comum.

Mas Abel Ferreira foi outra vez surpreendente.

Deu uma demonstração de humildade.

“Jogamos contra uma das melhores equipes sul-americanas, com o melhor treinador, que está nesta equipe há cinco anos, com um trabalho sensacional, uma forma de jogar muito atrativa e difícil de marcar.

“Vamos para o jogo em casa.

“Fizemos 90 minutos, eles podem fazer três gols em nossa casa, também.

“É recuperá-los bem para o próximo jogo, alertava.

Luiz Adriano começa a arrancada impressionante, que terminou no segundo gol do Palmeiras

Luiz Adriano começa a arrancada impressionante, que terminou no segundo gol do Palmeiras
Cesar Greco/Palmeiras

Abel não quis entrar em detalhes sobre a surpreendente escalação dos três garotos no meio de campo, Danilo, Gabriel Menino e Patrick de Paula.

E nem quem jogará no lugar de Patrick de Paula, suspenso, na partida de volta.

Ele repetiu a importância coletiva do triunfo.

“Tenho certeza absoluta que a equipe do Gallardo faz o que ele pede. Os jogadores aqui também sabem o que têm que fazer com e sem a bola. Obvio que tem adversário, tem algumas questões aleatórios, mas a confiança que passo aos meus jogadores é mostrar o que precisam fazer com e sem bola.

“A minha função é ensinar o jogo, para que eles interpretem o que pode fazer o jogo.

“Não gosto do jogo inconsciente, mas consciente.

“Peguei uma equipe jovem, sim, mas precisa ter coragem, dar exemplos de coragem, e hoje jogamos com mistura de juventude e experiência. Tivemos Luiz (Adriano) que foi um treinador em campo, os garotos no meio sustentados por Gómez e Rocha atrás para ajudar. Fomos uma equipe fiel aos nossos princípios.

“Temos que ser consistentes no nosso trabalho.”

O treinador não quer que a confiança de torcida, empolgação de diretoria e imprensa contagie seus jogadores.

“Disse antes de começar o jogo. Independente do resultado tem ida e volta. Vamos continuar focados e usar nossa força mental, para que nesses jogos a gente possa impor nosso jogo com a bola. E sem, vamos defender.

“Estamos na primeira parte, temos a segunda em casa, a vantagem, mas como fizemos três aqui, o River pode fazer três em casa, também. Temos de estar alertas para fazer um grande jogo.”

Abel foi provocado para resumir a vitória em uma palavra.

A escolheu muito bem.

“Mentalidade…”

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