Ubes: ‘Falta clareza nas medidas de segurança para o Enem’

Enem: entidade estudantil pede mais transparência sobre normas de segurança

Enem: entidade estudantil pede mais transparência sobre normas de segurança
Leandro Ferreira/Fotoarena/Estadão Conteúdo – 10.01.2021

Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nos últimos dias é a #adiaenem, pedido feito por estudantes para que o MEC (Ministério da Educação) considere alterar a data do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), marcado para os próximos domingos (17 e 24). Na terça-feira (12), a Justiça Federal de São Paulo manteve o calendário do exame.

Para a presidente da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), Rozana Barroso, “falta transparência do MEC com relação aos protocolos de segurança para a realização do exame”, situação diferente se comparada aos vestibulares da Fuvest, porta de acesso para a USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

“O Enem tem proporções muito maiores, muito mais gente envolvida e em todo o país, com cidades que vivem situações muito diferentes umas das outras”, explica. “Além disso, tanto a Fuvest como a Comvest apresentaram medidas concretas como o lanche fora da sala e o dobro de salas para a realização das provas, mas o MEC não esclarece os critérios, tudo é muito genérico como distanciamento de 1,5m, como será?”, questiona.

Estão inscritos mais de 5 milhões de estudantes para as provas do Enem. “O número de participantes é muito grande e não temos nenhum esclarecimento do MEC, pedimos reuniões, mas nunca fomos recebidos”.

A Ubes também pede que um grupo de trabalho seja formado com representantes da educação básica, do ensino superior, do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), da Undime (União dos Dirigentes Municipais) e autoridades de saúde para discutir a melhor forma de realizar o Enem. “Não queremos o cancelamento, apenas ter certeza que todos estarão seguros”, conclui Rozana.

A Defensoria Pública da União protocolou um recurso contra a decisão da Justiça Federal de São Paulo. A ação deve ser julgada pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da Terceira Região). De acordo com defensor regional de direitos humanos, João Paulo Dorini, classificou as medidas de biossegurança do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) como insuficientes para a prevenção do novo coronavírus.”

Já o presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou que todas as medidas serão tomadas e que a realização do exame neste mês de janeiro foi pensada no contexto da pandemia de coronavírus. Nesta semana, o Inep anunciou que os portões serão abertos com meia-hora de antecedência para evitar aglomeração na entrada.

 

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