Estudo associa cigarro a um maior risco de sintomas da covid-19

Quem fuma tem 50% mais chance de sentir pelo menos 10 sintomas da covid-19

Quem fuma tem 50% mais chance de sentir pelo menos 10 sintomas da covid-19
Arquivo/Pixabay

Um estudo da King´s College London publicado na quarta-feira (6) no períodico médico Thorax associa o tabagismo a um maior risco de sintomas da covid-19. 

Foram analisados dados de participantes do aplicativo ZOE COVID Symptom Study. Entre eles, 11% eram fumantes. Os pesquisadores destacam que se trata de uma proporção menor da população fumante do Reino Unido, de 14,7%, no entanto, ela reflete os dados demográficos da amostra selecionada. 

Leia também: O que se sabe sobre o início da vacinação no Brasil

Mais de um terço afirmou não se sentir bem durante o período de estudo. Entre eles, os fumantes se mostraram 14% mais propensos a desenvolver os três sintomas clássicos de covid-19: febre, tosse persistente e falta de ar. 

Os fumantes também apresentaram maior chance de sintomas que os não fumantes. Eles ainda tinham 29% mais probabilidade de desenvolver cinco sintomas associados à covid-19, e 50% mais de dez, incluindo perda do olfato, perda de apetite, diarréia, fadiga, confusão mental e dor muscular. 

Além disso, quem fuma e teve o teste positivo para a doença apresentou duas vezes mais chances de ter que ir ao pronto-socorro do que os não fumantes.

A conclusão foi que o tabagismo aumenta a probabilidade de ter sintomas da covid-19 e a gravidade da doença. A redução nas taxas de tabagismo também pode aliviar a carga do sistema de saúde de outros problemas relacionados ao fumo que exigem hospitalização, ressalta o estudo.

“À medida em que as taxas de covid-19 continuam a aumentar e o Serviço Nacional de Saúde se aproxima de sua capacidade máxima é importante fazer tudo o que pudermos para reduzir seus efeitos e descobrir maneiras de reduzir as internações hospitalares. Nossa análise mostra que fumar aumenta a probabilidade de uma pessoa ir a hospitais, portanto, parar de fumar é uma das coisas que podemos fazer para reduzir as consequências da doença para a saúde”, afirmou Claire Steves, autora principal da pesquisa e médica consultora da School of Life Course Sciences, da King’s College London.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *