BH fecha comércio mas 84% das empresas ainda podem abrir 

Parte do comércio de Belo Horizonte volta a fechar suas portar a partir de hoje

Parte do comércio de Belo Horizonte volta a fechar suas portar a partir de hoje
Flickr PBH

Belo Horizonte amanhece nesta segunda-feira (11) com parte do seu comércio fechado por força de um decreto publicado pela prefeitura na semana passada. Com indicadores da covid-19 em alta, o objetivo do Executivo é tentar limitar a circulação de pessoas na capital mineira para conter a expansão do coronavírus. 

O decreto foi publicado na última sexta-feira (8) mas, dois dias antes, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) fez o anúncio do fechamento em um vídeo gravado na sede do Executivo municipal. No depoimento, disse que a capital mineira havia chegado ao “limite” da covid-19. Na última sexta-feira (8), Belo Horizonte tinha uma taxa de ocupação de leitos de UTI acima dos 80%.

De acordo com a prefeitura, 84% das empresas registradas poderão seguir abertas por se enquadrarem na categoria de “serviço essencial” de acordo com as regras do Executivo. Isso significa que 156.958 empresas seguem autorizadas a funcionar.

Para o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis, a definição da prefeitura tem a ver com a manutenção do dia a dia das pessoas e que a ideia não é criminalizar o comércio pelo aumento dos casos de coronavírus. 

– São atividades ligadas à alimentação, manutenção das casas, manutenção veicular, supermercados, drogarias, alguns serviço de saúde, postos de gasolina, padaria e lanchonetes, para garantir a operação minima da vida das pessoas. O criterio é basicamente esse: o que as pessoas precisam para sua sobrevivância e garantir a mínima operação para a sua vida.

No entanto, o decreto assinado pelo prefeito Kalil em janeiro de 2021 é menos restritivo que o primeiro, assinado em março de 2020. Na época, o funcionamento de bancas de jornais e revistas, além de praças e parques municipais estava vedado. Agora, estão permitidos. 

Na lista de atividades proibidas, no entanto, permanecem lojas de roupas, calçados, salões de beleza, clínicas de estética, atividades em formato drive-in, academias, museus, cinemas, teatros, casas de shows, boates, parques de diversão, circos, feiras, exposições, congressos, seminários, além de clubes sociais, de lazer e esportivos.

Veja o que pode funcionar e os horários liberados:

    • Padaria (vedado o consumo no local): (de 5h às 22h)
    
    • Comércio varejista de laticínios e frios (de 7h às 21h)
    
    • Açougue e peixaria (de 7h às 21h)
    
    • Hortifrutigranjeiros (de 7h às 21h)
    
    • Minimercados, mercearias e armazéns (de 7h às 21h)
    
    • Supermercados e hipermercados (de 7h às 22h)
    
    • Artigos farmacêuticos (sem restrição de horário)
    
    • Artigos farmacêuticos, com manipulação de fórmula (sem restrição de horário)
    
    • Comércio varejista de artigos de óptica (sem restrição de horário)
    
    • Artigos médicos e ortopédicos (sem restrição de horário)
    
    • Tintas, solventes e materiais para pintura (de 7h às 21h)
  
    • Material elétrico e hidráulico, vidros e ferragem (de 7h às 21h)
    
    • Madeireira (de 7h às 21h)
    
    • Material de construção em geral (de 7h às 21h)
    
    • Combustíveis para veículos automotores (sem restrição de horário)
    
    • Peças e acessórios para veículos automotores (de 8h às 17h)
    
    • Comércio varejista de gás liquefeito de de petróleo – GLP (sem restrição de horário)
    
    • Comércio atacadista da cadeia de atividades do comércio varejista da fase de controle (5h às 17h)
    
    • Agências bancárias: instituições de crédito, seguro, capitalização, comércio e administração de valores imobiliários (sem restrição de horário)
    
    • Casas lotéricas (sem restrição de horário)
    
    • Agência de correio e telégrafo (sem restrição de horário)
    
    • Comércio de medicamentos para animais (sem restrição de horário)
    
    • Atividades de serviços e serviços de uso coletivo, exceto os especificados no art. 2º do Decreto nº 17.328, de 8 de abril de 2020 (sem restrição de horário)
    
    • Atividades industriais (sem restrição de horário)
    
    • Serviços de alimentação apenas para entrega em domicílio e retirada no local de alimentos e embalados para consumo fora do estabelecimento (sem restrição de horário)
    
    • Restaurantes, lanchonetes, bares e estabelecimentos congêneres no interior de hotéis, pousadas e similares para atendimento exclusivo aos hóspedes (sem restrição de horário)
    
    • Banca de jornais e revistas (sem restrição de horário)
    
    • Atividades autorizadas no anexo em funcionamento no interior de shoppings, galerias de loja e centro de comércio (deverão ser observados os horários de cada atividade)

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